Não sei ao que vim
Não sei ao que vim
Se soubesse talvez não viria
Ou talvez sim.
Não queiras me entender,
Eu próprio não me entendo.
Em vez de ficar parado
Estou sempre correndo
Correndo, crescendo,
Caindo e morrendo
Todos os dias
Feliz e sofrendo.
Não sou inimigo,
não te quero mal
Talvez procure açúcar
Vinagre, azeite ou sal
Não sei o que era, não sei o que sou
Só sei que respiro bambeado
Vagueio desnorteado
A desoras
Antes e depois das quatro horas
Não sei ao que vim
Se soubesse talvez não viria
Ou talvez sim.
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